Minimercado no Simples

Minimercado no Simples

Muitos empresários que podem ser enquadrados no Simples Nacional, talvez não tenham total domínio a respeito destes pontos que trataremos neste artigo. Em muitos casos, muitos, acreditam que quando uma empresa, por exemplo um minimercado possui um faturamento onde lhe permita ficar enquadrado do Simples Nacional, não sabe de muitos benefícios que o Lucro Real poderia lhe proporcionar. Alguns, por uma falta de orientação antagônica, histórica, consideram como mais vantajoso.
 
O Simples Nacional não pode ser utilizado para quem busca o crédito fiscal. Mesmo que haja enquadramento nas categorias previstas para ter direito ao incentivo, ele não pode ser aplicado em hipótese alguma.
 
Devido a esse entendimento pacificado, o empresário interessado em créditos tributários, deverá avaliar este ponto para saber se realmente é mais vantajoso trocar o Simples por outro regime tributário e, assim, conseguir uma redução nos impostos, ou se o melhor a fazer é permanecer enquadrado nele, aproveitando as suas demais vantagens.
 
Após um bom estudo a respeito dos impactos tributários, considerando um planejamento tributário (Ler Estudo sobre 'Planejamento Tributário) e uma Elisão Fiscal (Ler estudo sobre Elisão Fiscal), caso deseje sair do Simples Nacional, é importante avaliar qual opção se revela mais interessante entre Lucro Real e Lucro Presumido. Fizemos um estudo mostrando as principais diferenças, mas vamos resumir rapidamente cada um deles (Não deixe de ler o artigo sobre Lucro Real X Lucro Presumido):
 
  1. Lucro Real: regime no qual a tributação é calculada sobre o lucro líquido do período de apuração, considerando valores a adicionar ou descontar conforme as compensações permitidas pela lei.
  2. Lucro Presumido: fórmula de tributação simplificada para determinar a base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Pode ser escolhido por empresas desobrigadas a adotar o Lucro Real para o ano-calendário em questão.
 
Sabemos que no Brasil possuímos um dos cenários mais complicados do mundo, assim como uma das cargas tributárias mais altas do mundo, assim sendo, não se pode negar a importância de aproveitar todas as formas legais de pagar menos impostos. E é fundamental reforçar o aspecto legal, pois nenhum desvio de lei vale a pena, como a sonegação (Evasão Fiscal).
 
Como resumo deste artigo, o crédito fiscal está previsto na legislação, tem regras bem definidas e, dessa forma, pode ser um instrumento interessante para diminuir o peso dos tributos sobre a sua operação. Mas no Simples Nacional as empresas não poderão se beneficiar destes créditos.
 
Um ponto isolado, mas que gostaria de compartilhar que o Simples Nacional é nocivo empresário, é que muitos por estar enquadrado no Simples Nacional, acabam tocando sua operação de forma não organizada, na verdade de forma bem desorganizada. O que é muito nocivo, pois pode pensar que está se beneficiando de estar no Simples, mas a sua má gestão pode ser muito mais danosa do que os aspectos tributários.
 
Como já dito em artigos anteriores, o início do ano é um dos momentos mais importantes na vida dos empresários, pois deverão optar pelo regime tributário que levarão suas empresas até o final do ano, assim sendo, colha o máximo de informações possíveis, principalmente conte com uma contabilidade que entenda a sua operação. Assim, a dica final impõe reforçar o papel do contador como seu parceiro de negócios, com sua experiência e conhecimento, a contabilidade irá lhe oferecer condições de apontar o caminho mais seguro e rentável.
 
Espero ter podido ajudar, não deixe de contar com a Focus para esta decisão!

Bons negócios, Alcir Guimarães

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